HISTÓRICO
DA ROSELÂNDIA
Da Alemanha para Cotia, passando pelo
Jabaquara.
Era o ano de 1929. Dois irmãos, Hans
e Kurt Boettcher saíram da Alemanha e vieram para o
Brasil tentar a sorte como floricultores. A flor da moda era,
então a dália e os recém chegados resolveram
investir nesta flor. Estabeleceram-se numa chácara
no bairro do Jabaquara, em São Paulo, com tanto sucesso,
que dois anos depois, já faziam a primeira exposição
de dálias. O jornal O Estado de São Paulo, que
naquela época tinha um suplemento colorido em roto
gravura, publicou nada menos que oito páginas sobre
a exposição dos Boettcher. Na chácara
floreciam também outras plantas e árvores frutíferas.
Nos anos de 1933 e 1934 a floricultura dos irmãos
Boettcher mudou-se para Cotia. Levaram um ano mudando, era
muita coisa para ser transplantada, muitos detalhes e a viagem
era longa. Cotia ficava no fim do mundo. Nessa ocasião,
a empresa mudou de nome. De floricultura Jabaquara ficou sendo
Floricultura e Pomicultura de Cotia. Com o tempo, quiseram
fazer uma outra exposição, mas foi um fracasso
por causa da distância e das péssimas estradas.
Uma única pessoa apareceu para visitar a exposição
de dálias.
Alguns anos depois, os dois irmãos se sentiram vingados.
O sucesso de sua exposição de dálias
foi tanto, que atraiu uma verdadeira multidão, capaz
de congestionar o trânsito entre Cotia e São
Paulo e esgotar os estoques de alimentos dos restaurantes
da região.
Nessa época os Boettcher já plantavam rosas,
porém, somente alguns anos depois é que resolveram
realizar, anualmente, a Festa da Rosa. Não era nada
oficial: Convidava-se os amigos, que traziam outros amigos.
Dava-se uma tesoura para cada pessoa e os convidados cortavam
quantas rosas queriam e podiam.
A Festa da Rosa foi oficializada em 1958 e teve sua primeira
versão inaugurada pelo então secretário
de Estado da Agricultura, Pacheco Chaves
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